19 de nov de 2008

Dia Mundial da Filosofia, 20-11-08

Tantas vezes nos disseram que éramos excepcionais! Centro do mundo, filhos de Deus, consciência do Todo, sal da terra, inteligência, seres falantes, espírito das ciências, vector do progresso. A nossa existência foi tão festejada por tantos mitos, religiões, filosofias, discursos complacentes, que não compreendemos os nossos desaires, as nossas baixezas, as nossas guerras intermináveis e infâmias sem nome. (...) Esta espécie absurda e violenta [assim] não tem razão de ser nem futuro.(...) Roger-Pol Droit

15 de nov de 2008

Sopa de Plástico

Correntes oceânicas mantêm lixo sempre no mesmo sítio Foi durante uma competição de barco à vela entre Los Angeles e o Havai, em 1997, que o norte-americano Charles Moore encontrou um enorme depósito de lixo em pleno oceano Pacífico. Actualmente, o oceanógrafo estima que existam cerca de cem milhões de toneladas de lixo a circular no Pacífico Norte. Desde 1997, esta mancha tem vindo a crescer: estende-se por uma área sete vezes superior à superfície de Portugal.

Existem duas manchas de lixo, também chamadas de "sopa de plástico" por serem sobretudo compostas por plásticos, uma de cada lado do arquipélago do Havai. O lixo é mantido no local pelas correntes oceânicas. No Pacífico Norte, com ventos fracos, as correntes tendem a empurrar qualquer material que flutue para o centro, uma área com pouca energia. Há poucas ilhas onde o lixo possa dar à costa, por isso, acumulam-se grandes quantidades. Algumas estimativas do Programa Ambiental das Nações Unidas apontam para a existência de quase três quilogramas de plástico por cada um de plâncton. A mancha de plásticos é conhecida como "o caminho de lixo da Ásia".

David Karl, professor da Universidade do Havai, afirma que é necessária mais investigação para determinar o tamanho e composição desta mancha. O oceanógrafo está a planear uma viagem de pesquisa para este Verão, juntamente com a Algalita Marine Research Foundation, criada por Charles Moore.

A presença de tanto plástico é problemática para a vida marinha. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, o plástico constitui 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos e é a causa da morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos, bem como de mais de cem mil mamíferos marinhos. Rolhas, isqueiros e escovas de dentes já foram encontrados nos estômagos de aves mortas, que os engolem pensando tratar-se de comida.

O Programa Ambiental das Nações Unidas estima ainda que cada metro quadrado de oceano contém cerca de 46 mil pedaços de plástico. É que a mesma característica que torna o plástico útil para os consumidores, a durabilidade, transforma-se num problema no mar, alerta a Greenpeace. Cerca de cem milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e 10% acabam no mar. Cerca de um quinto do lixo vem de navios e plataformas petrolíferas, o restante vem de terra. De acordo com a Greenpeace, há outra consequência negativa: o plástico pode funcionar como uma esponja química, concentrando poluentes. Assim, ao ingerirem pequenos pedaços de plástico, as aves absorvem químicos tóxicos.

É possível que este fenómeno se repita em menor escala noutros oceanos com correntes semelhantes, como o mar de Sargaços, no Atlântico Norte.

(ler original aqui e sobre o tema aqui)

O Alto Preço do Sucesso

Segundo uma pesquisa médica cada vez mais jovens atletas usam drogas perigosas para melhorar o seu desempenho e sobressair na competição desportiva. Na pesquisa perguntou-se aos estudantes: "Se você soubesse que só conseguiria entrar numa equipa/selecção (ou ganhar uma competição) tomando drogas/esteróides, mas que em cinco anos ficaria doente, mesmo assim tomaria essas drogas?". O resultado foi quase de 100% de respostas afirmativas.

Quando a pergunta foi mudada e se questionou: "E se você soubesse que morreria em cinco anos". Cerca de 65% dos jovens afirmaram que continuariam a optar por tomar esteróides/drogas.



New York City
June 2002


Athletes and Drugs˜The High Price of Success

B
y Dr. Richard Frances and Nancy Helle The widespread use by athletes of “performance enhancing drugs” many of which are sold over the counter, was discussed at the recent seminar on Addiction Psychiatry at Silver Hill Hospital in New Canaan, CT.

Steroids and other “dietary supplements” sold in health food stores are commonly used, not only among professional athletes, but among college, high school and ever junior high school students, according to Dr. Robert B. Millman, a medical director of the major baseball leagues and Professor of Psychiatry and Public Health at Weill Medical College of Cornell
University.

“Athletes take drugs for the same reasons as everyone else—performance enhancement, self medication, and recreational use. Performance enhancing drugs tempted Olympic contenders for over 2000 years.“To be the best, the swiftest and strongest,” from the beginning people took everything they could to help them compete. A 1950s American Olympic coach noticed that foreign athletes were bigger and stronger, discovered they were taking steroids and introduced the concept to American athletes,” said Dr. Millman. “The current problem is athletes trying to beat the tests. Do we want sumo wrestlers or gladiators?

Since the 1950s, records document that athletes take drugs˜steroids, testosterone and its derivatives—drugs with muscle building and sexual effects, increasing lean body mass, speed and aggressiveness and making females more virile with deeper voices,” he stated. When college students in a recent survey on performance enhancing drugs were asked, “If you knew you'd win or make the team by taking steroids, but in five years you'd get sick, would you still do it?,” nearly all said yes.

When the question was changed to “if you knew you would die within five years,” 65 percent still said yes. In most high schools today, 15 percent of the kids are taking steroids, testosterone, or other performance enhancing drugs purchased over the counter, said Dr. Millman. “When you combine weight training with steroids, there is no question that you get results.” “However, if a young person hasn't completed growing, these drugs stop bone growth.

This is a major issue˜the side effects are hypertrophied muscles and sexual organs, as well as acne, oily skin, and baldness in male and females. And the problem of withdrawal symptoms is like reverse anorexia; athletes feel like they can't stop taking the drug. One negative symptom is hyper-alertness, a form of paranoia,” Dr. Millman said. People wrongly assume that what they buy over the counter is not harmful. “The Dietary Supplement Health and Education Act of 1994, states that Œif you don't claim your product cures an illness, there are no regulations on its sale.' The ingredients don't even have to be listed,” said Dr. Millman. “These pills are in everyone's locker in professional sport. Olympic athletes have been busted for taking drugs which contains steroids, even if bought over the counter.

It's very difficult to get baseball players not to take steroids. They say, 'I'm being offered a four million a year contract and if I don't take the stuff, I won't make the team',” he said. You have to have a degree of narcissism to become a famous athlete or celebrity. If they don't get admiration, they suffer from plummeting self-esteem. Most of us are not being graded every day as athletes are. They put themselves at risk due to 'acquired narcissism.' They think they can get away with taking drugs.” In asking, “Should we ban all performance enhancing pills?,” Dr. Millman concluded, “I feel that more of these supplements should be available only by prescription.”# Richard Frances, M.D. is the President and Medical Director of Silver Hill Hospital in Connecticut.

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Dor Emocional é Mais Forte Que a Dor Física

Experiências emocionalmente dolorosas sobrevivem mais tempo na memória que a dor física, afirmaram psicólogos americanos.
O estudo da Universidade Purdue, em Indiana, foi feito com base em respostas de voluntários, todos universitários, sobre os eventos dolorosos que eles tinham vivenciado nos últimos cinco anos.

Primeiro, eles foram estimulados a recordar dores físicas e emocionais que haviam vivenciado. Depois, foram submetidos a um difícil teste mental, partindo do princípio de que quanto mais dolorosa a lembrança da experiência, pior o desempenho nos testes.
O resultado sugeriu que as lembranças de dores emocionais eram muito mais vívidas que as outras. Nos testes, as pessoas que recordaram de dores físicas se saíram melhor.

Em um artigo na revista médica Psychological Science, os cientistas disseram que é muito mais difícil reviver a dor física que relembrar dores "sociais".
Zhansheng Chen, que liderou a pesquisa, disse que a razão provavelmente está relacionada com a evolução do córtex cerebral, que processa pensamentos complexos, percepção e linguagem.
"Isto certamente melhorou a capacidade dos humanos de criar e se adaptar, de se relacionar em grupos e com grupos, comunidades e culturas, e de responder à dor associada às interações sociais", afirmou o pesquisador.
"Entretanto, o córtex cerebral também pode ter tido um efeito não-intencional de permitir aos humanos reviver, re-experimentar e sofrer a dor social."

Os pesquisadores agora pretendem repetir a experiência com pessoas mais velhas, com maior probabilidade de ter suportado dor crónica.
O psicólogo infantil Michael Hughesman concorda que é possível que a dor emocional seja processada em uma parte do cérebro diferente da que processa a dor física, e que por isso a 'duração' da dor seja diferente nos dois casos.

"Há algo de intangível em relação ao dano emocional. Com a dor física, você pode ver a ferida, mas no abuso emocional normalmente há temor e ansiedade remanescentes", afirmou.
"Se alguém no parquinho da escola diz que vai te pegar após a aula, você tende a ficar ansioso e com medo, mais que se alguém simplesmente chegar e bater em você."

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Homens 'Machistas' Têm Salário Maior

Homens que foram criados com a ideia de que mulheres devem ficar em casa tendem a ganhar salários mais altos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Florida, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na revista especializada "Journal of Applied Psychology", sugere que, de forma sistemática, esses homens têm salários maiores do que funcionários com "pensamentos modernos".
Em média, segundo os cientistas, a diferença salarial é equivalente a US$ 8,5 mil (cerca de R$ 15,5 mil) a mais por ano.

A pesquisa foi conduzida em larga escala com entrevistas de 12.686 homens e mulheres em 1979, quando tinham entre 14 e 22 anos, e outras três entrevistas nas duas décadas seguintes - a última em 2005.
"Pessoas mais tradicionais podem estar tentando preservar a separação histórica de papeis no trabalho e em casa", diz Timothy Judge, um dos pesquisadores. "Nossos resultados provam que este é o caso."

Entrevistas
Nas entrevistas realizadas desde 1979, os pesquisadores perguntaram se homens e mulheres acreditavam que o lugar da mulher era em casa ou se ter mulheres trabalhando poderia levar a aumentos nas taxas de delinquência juvenil.

De forma previsível, mais homens concordavam com isso do que mulheres, apesar de a diferença entre os géneros ter diminuído de forma significativa com o passar do tempo.
Mas, quando os homens eram perguntados sobre seus salários, outra diferença surgiu. Os homens com opiniões mais "tradicionais" ganhavam mais.

Inversamente, as mulheres que tinham uma opinião contrária ganhavam um pouco mais - uma média de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 2,7 mil) - do que mulheres de opiniões mais "tradicionais".
Magdalena Zawisza, psicóloga da Universidade de Winchester, na Grã-Bretanha, afirma que existem várias teorias que podem explicar a diferença.

"Pode ser que homens mais tradicionais sejam mais interessados em poder, em termos de acesso a recursos - no caso, dinheiro - e também em termos de uma mulher mais submissa", afirmou.
"Outra teoria sugere que os empregadores tendem a promover homens que são os únicos provedores da casa - eles reconhecem que estes homens precisam de mais apoio para suas famílias", acrescentou.

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Pessoas Isoladas Socialmente Sentem Mais Frio

Um estudo realizado por pesquisadores canadenses sugere que pessoas que se sentem isoladas socialmente também sentem mais frio.
A equipe, da Universidade de Toronto, realizou dois estudos que mostraram que a sensação de solidão também está ligada à preferência por bebidas quentes, como chá ou sopa.

Na primeira experiência, os especialistas dividiram 65 estudantes em dois grupos e recolheram experiências pessoais de situações em que haviam se sentidos excluídos e em que haviam sido aceitos.
Em seguida, pediram que os voluntários estimassem a temperatura da sala.
Os palpites variaram de 12º C a 40º C, sendo que os que haviam comentado sobre seu isolamento ou solidão deram estimativas mais baixas em relação à temperatura.

No segundo experimento, os pesquisadores pediram a 52 estudantes que jogassem uma simulação de computador com uma bola.
A experiência teve o objetivo de avaliar reações de ganhadores e perdedores.
Ao final dos testes, os especialistas pediram aos estudantes que expressassem suas preferências entre bebidas e comidas quentes ou frias.

Eles perceberam que os voluntários que não haviam se saído bem na partida optaram mais por bebidas quentes, como café e sopa.
Os cientistas sugeriram que a escolha é resultado da "sensação de frio que sentem por causa da exclusão social".

Chen-Bo Zhong, que coordenou a pesquisa, publicada na revista especializada Psychological Science, disse que "a experiência da exclusão social traz frio, literalmente".
"Isto pode explicar porque as pessoas usam metáforas relativas à temperatura para descrever a inclusão ou exclusão social", disse Zhong.

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Bebés De Seis Meses Já Sabem Avaliar Quem é Boa Pessoa

Divulgação
Eles podem não saber andar nem falar, mas já sabem reconhecer quem é gente boa. Bebés de até seis meses de idade já são capazes de separar pessoas que ajudam os outros daquelas que atrapalham, de acordo com um estudo americano.

E, como esperado, elas preferem ficar mais perto das pessoas que consideram mais boazinhas. Se fosse uma mãe ou um pai dizendo isso, você provavelmente não levaria a sério, mas é verdade: os pequenos têm muito mais traquejo social do que a maioria das pessoas imagina. E a pesquisadora Kiley Hamlin, da Universidade Yale, nos Estados Unidos, comprova -- usando apenas um teatro de bonecos.

A cientista verificou que mesmo crianças muito pequenas, entre seis e dez meses de idade, já conseguem julgar a bondade alheia, mesmo em situações que não tem nada a ver com elas. Depois da apresentação dos bonecos, as crianças mostraram muito mais carinho pelos personagens “bonzinhos” do que pelos "malvados", ou mesmo do que pelos que mantiveram a neutralidade.

A descoberta indica que nossa capacidade de avaliar os outros está “embutida” na nossa cabeça, por ser essencial para a sobrevivência. “A habilidade de discernir aqueles que podem fazer mal a você daqueles que podem ajudá-lo é essencial para existir em sociedade”, afirmou Hamlin ao G1. “Nossos resultados mostram essa capacidade em crianças muito jovens para terem sido ensinadas”, explica.

Na experiência, Hamlin preparou um teatro de bonecos de premissa bastante simples. Um boneco se esforçava para tentar escalar uma montanha. Outro boneco o ajudava, o empurrando para cima. Um terceiro atrapalhava, jogando-o para baixo. Após a apresentação, “bonzinho” e “malvado” foram apresentados à plateia. Quase todos os bebés preferiram brincar com o boneco que ajudava o outro na peça.

Curiosamente, nas vezes que o mesmo show foi apresentado com bonecos que não tinham olhos, o efeito foi bem mais fraco. Para Hamlin, isso significa que os bebés vêem os brinquedos como personagens. Em um segundo teatro, o mesmo boneco aparecia fazendo amizade ou com o que ajudava, ou com o que atrapalhava. De acordo com a pesquisadora, os bebés mais velhos se mostraram surpresos, observando atentamente, quando o personagem parecia ficar amigo de quem o atrapalhou -- o que indica que eles são capazes de fazer conclusões complexas a respeito da interacção social dos outros.

Não subestime o bebê Para Hamlin, seu estudo significa que não se pode minimizar a inteligência dos pequenos. “Bebés têm um sistema de avaliação bem avançado que não precisa de muita ajuda externa para se desenvolver”, diz ela. “Obviamente, os bebés aprenderam bastante antes dos seis meses de idade, mas é muito improvável que alguém os tenha ensinado explicitamente qualquer coisa que pudesse ter ajudado a resolver essas tarefas”, afirma. Agora, a pesquisadora quer verificar se bebés ainda mais novos são capazes de fazer a mesma coisa, para tentar descobrir quando desenvolvemos a capacidade de avaliar os outros.

Seus resultados foram publicados na revista "Nature" desta semana.

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Stress Pós-Traumático Afecta Crianças de até 2 Anos

Um estudo realizado na Grã-Bretanha sugere que o stress pós-traumático pode atingir crianças com idades precoces, de até dois anos de idade.

A pesquisa, feita pelo King's College, em Londres, analisou 114 crianças que haviam sido expostas a acidentes de trânsito na Grã-Bretanha e descobriu que uma em cada dez sofria de ansiedade contínua após o incidente.
Apesar de o nível ser parecido com o de adultos, a maioria das crianças acaba não sendo diagnosticada e tratada, segundo os especialistas.

Uma das razões para a falta de conhecimento sobre este tipo de stress em crianças pequenas é a dificuldade de se chegar a diagnósticos psiquiátricos por causa das dificuldades de comunicação. A habilidade linguística em crianças pequenas ainda está em fase de desenvolvimento, o que dificulta a expressão de sentimentos e experiências.

Além disso, os métodos usados pelos médicos para detectar e medir o stress pós-traumático foram criados para pacientes adultos. Técnica apropriada Os pesquisadores utilizaram uma técnica mais apropriada para crianças pequenas, em que os pais reportam como seus filhos estão reagindo a um incidente.
Todas as 114 crianças entre dois e 10 anos de idade analisadas na pesquisa haviam passado por pronto-socorros em Londres após acidentes de trânsito.

Entre as crianças avaliadas, metade estava em um carro envolvido em acidente de trânsito, enquanto as outras eram pedestres ou ciclistas atropeladas por veículos. Todas haviam sofrido ferimentos leves.
As crianças foram avaliadas no mês seguinte ao acidente e também após seis meses, e mais de 10% delas apresentaram sintomas relacionados ao stress pós-traumático.

Essas crianças tinham pesadelos e dificuldade para dormir, apresentavam comportamentos como evitar entrar em carros ou andar em ruas movimentadas e foram descritas pelos pais como "nervosas" e "agitadas".
"Nossas descobertas indicam que as necessidades de saúde mental de crianças em idade pré-escolar que vivenciam eventos assustadores devem ser consideradas pelos pais e serviços de saúde", disse o chefe da pesquisa, Richard Meister-Stedman.

"Isso é especialmente importante, pois crianças pequenas não podem ter acesso sozinhas os serviços de saúde e se encontram em um momento vulnerável de seu desenvolvimento."
"É preciso estudar mais como o stress pós-traumático em crianças pequenas deveria ser tratado e como pais podem melhor ajudar seus filhos após um trauma."
Segundo o professor David Cottrell, psiquiatra de crianças e adolescentes na Universidade de Leeds, "infelizmente, crianças passam por várias experiências traumáticas".

"No entanto, é importante lembrar que a grande maioria das crianças não desenvolverá sintomas e não precisará de nenhuma intervenção após um incidente traumático", disse Cottrell. "As crianças são bastante resistentes e frequentemente pais e parentes próximos são a melhor terapia."

A pesquisa foi publicada na revista científica "American Journal of Psychiatry".

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4 de nov de 2008

Alcool e Demência

Demência por abuso de álcool pode virar epidemia no R.Unido, diz estudo

01/11/2008
Londres, 1º nov (EFE).- Os abusos do álcool, aos quais milhares de britânicos se entregam semanalmente, podem gerar uma "silenciosa epidemia de demência", alertam dois especialistas em um estudo publicado no periódico "The British Journal of Psychiatry".


A pesquisa dos psiquiatras Dusham Gupta e James Warner indica que o consumo excessivo de álcool pode causar a perda de tecido cerebral, o que, com o tempo, prejudicaria as faculdades mentais dessas pessoas.

O álcool é considerado responsável por aproximadamente 10% de todos os casos de demência, e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas aumenta a incidência da doença.

"Dados os efeitos neurotóxicos do álcool e o aumento inexorável de seu consumo, futuras gerações poderão ver um aumento desproporcional dos casos de demência relacionada ao álcool", destacaram Gupta e Warner em seu trabalho.

Embora o consumo moderado de álcool possa ter efeitos positivos, seu abuso é muito nocivo, já que eleva a pressão sanguínea, aumenta o nível de gorduras nocivas no sangue e danifica o tecido cerebral, acrescentaram ambos os psiquiatras em seu artigo.

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Meninos Têm Mais Distúrbios Por culpa da Sociedade

Meninos têm mais distúrbios mentais

Risco de desenvolver problemas de aprendizagem, por exemplo, é quatro vezes maior, apontam estudos

Renata Cafardo

Meninos têm até quatro vezes mais risco do que meninas de desenvolver problemas emocionais, de aprendizagem na escola, de comportamento, além de distúrbios mentais. A constatação foi apresentada neste mês em Londres, em evento sobre educação para crianças com necessidades especiais. Segundo revisão da literatura científica, parte da culpa pelos problemas no desenvolvimento dos meninos vem da cultura e da sociedade modernas.

“Estamos empurrando nossos meninos para doenças como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou para ter dificuldades na alfabetização”, diz a educadora inglesa Sue Palmer, que há anos pesquisa o desenvolvimento infantil. Autora de dois livros - ainda sem tradução no Brasil - que caracterizam a infância atual de “intoxicada”, Sue adiantou resultados de suas pesquisas sobre diferenças de gênero no Special Needs London. O evento, promovido pela National Association for Special Education Needs (Nasen), reuniu milhares de professores do Reino Unido em palestras e numa feira de produtos para crianças com necessidades especiais.

As conclusões da especialista serão publicadas em maio em seu novo livro, 21st Century Boys (Meninos do Século 21). Segundo ela, as explicações sobre a maior prevalência das doenças em meninos começam nos aspectos evolutivos. O homem, responsável desde os primórdios pela caça e pelas estratégias, é um ser mais inclinado a uma personalidade sistemática. Já as mulheres, ocupadas em dar à luz e cuidar da criação dos filhos por séculos, tendem a ser mais empáticas.

Entre as pesquisas analisadas por Sue está um estudo da Universidade de Cambridge, publicado em 2003, que indica que essas diferenças estão também ligadas ao nível de testosterona. E que o homem - e seu tipo sistemático - tem mais dificuldade em se relacionar com as pessoas, expor suas emoções, o que leva a um vocabulário mais pobre. A pesquisa conclui que o autismo, doença que faz com que a pessoa se isole do mundo exterior, poderia ser caracterizado como “o cérebro masculino ao extremo”.

“Na sociedade moderna, em que há cada vez menos comunicação entre pais e filhos, e cada vez mais interação com computadores e TVs, os homens acabam tendo mais dificuldades ainda”, diz Sue. As propagandas e o marketing ajudam também, segundo ela, a trazer problemas para as crianças - e especialmente meninos - já que valorizam o individualismo e o consumismo.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) - caracterizado pela desatenção, impulsividade e hiperatividade - aparece quatro vezes mais em meninos, segundo a literatura científica. O mesmo ocorre com a dispraxia, doença que limita a coordenação motora. Outras pesquisas indicam que eles têm três vezes mais problemas em leitura e duas vezes mais transtornos emocionais.

Para Sue, computadores, videogames e televisão - que exercem mais fascínio sobre meninos - desde cedo têm grande influência nisso. “Deveríamos dar às crianças tempo para aprender a ler e escrever antes de começar a se envolver com isso”, acredita. “As recompensas rápidas oferecidas pelos jogos de computador trabalham contra a concentração focada e uma gratificação mais demorada. O que torna mais difícil para os meninos desenvolver as habilidades necessárias para a leitura, por exemplo.”

Segundo estatísticas do governo britânico, 10% das crianças do país têm algum tipo de doença mental, 6% delas têm os chamamos distúrbios de conduta, que incluem praticar o bullying na infância (atos de violência física ou psicológica contra colegas). Outras 4% delas têm distúrbios emocionais, como fobias, ansiedade e depressão. Os índices ingleses confirmam a maior prevalência entre meninos: enquanto 8% das meninas são identificadas com distúrbios mentais, a taxa entre eles é de 11%.

No Brasil, não há índices oficiais, mas pesquisas acadêmicas têm mostrado que a prevalência dessa doenças atinge 12% das crianças do País. Entre 3% e 5% delas sofreriam de TDAH. Segundo o diretor do serviço de psiquiatria da infância e adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Enio Roberto de Andrade, não há ainda uma explicação consensual sobre o fato de as doenças serem mais comuns em meninos. “Talvez o fato de serem mais impulsivos e agressivos acaba exacerbando algo natural”, diz.

A pesquisadora da Universidade de Wales, no País de Gales, Amanda Kirby, especialista em distúrbios do desenvolvimento, acrescenta que também há mais dificuldades em identificar problemas em meninas. “Ela, muitas vezes, não age com hiperatividade, mas tem dificuldade de concentração, e isso é visto como algo comum, como uma ‘menina sonhadora’”, diz.

Os distúrbios mentais são causados por mutações genéticas, mas podem ou não ser desenvolvidos ao longo da vida. Fatores associados à gravidez - como fumo ou má nutrição - e ao ambiente em que as crianças vivem são cruciais para o aparecimento ou não da doença.

Para Sue, além de manter as crianças o mais longe possível de computadores e TVs, é preciso focar a educação nos primeiros anos de vida em músicas, histórias e brincadeiras - principalmente em ambientes abertos e com outras crianças. “Os pais não precisam ficar com medo de que elas fiquem para trás em termos de tecnologia. Isso é intuitivo e a criança mais velha aprenderá facilmente.”

A repórter viajou a convite do Consulado Geral Britânico/UK Trade and Investment

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Músicas Que Curam

João S. Magalhães , October 31, 2008

Hoje, mas do que nunca, a música está sendo utilizada como terapia auxiliar na recuperação de doentes, em especial de crianças com deficiências físicas e mentais.

Muitas delas, submetidas a constantes sessões musicais, conseguiram, depois de algum tempo, mover pernas e braços, de há muito paralisados, em consequência de lesões na coluna ou no cérebro.

Com base nessas e em outras experiências vitoriosas, realizadas em clínicas psiquiátricas dos Estados Unidos, o terapeuta Hal Lingerman, autor do livro As Energias Curativas da Música, preparou um lista de peças musicais que proporcionam sensações de paz e felicidade, ao aliviar tensões, medo, raiva e estados depressivos.

São trechos de concertos e sinfonias de compositores clássico, como Beethoven e Mozart, fáceis de achar na internet oi em redes P2P ou em lojas online.

Para depressão e medo

Em dias em que parece que nada dá certo e você se sente deprimido, cansado e sem forças, nada como um som agradável para energizá-lo e dar um fim a esse baixo-astral. Antes de se deitar, ouça uma dessas músicas:

1 Concerto para piano nímero 5 de Beethoven
2 Sinfonia número 35 de Mozart
3 Concerto para piano número 2, de Rachmaninoff (movimento final)

Força e Coragem

Quando você tiver que tomar uma decisão séria em sua vida, prepare-se bem antes, ouvindo músicas que estimulam seus centros nervosos e clareiam seu raciocínio. Eis algumas delas:

1 O Nascer do Sol, de Richard Strauss
2 Fantasia Coral para Piano e Orquesta, de Beethoven
3 Sinfonia Número 2, de Johannes Brahms (movimento final)
4 Harold na Itália, de Hector Berlioz (terceiro e quarto movimentos)

Relaxamento e Devaneio

Depois de um dia muito cansativo, você que mesmo é pôr as pernas para o alto e descansar. Para esses momentos, existem músicas que proporcionam uma sensação de incrível harmonia interior. Experimente ouvir:

1 Estrela Vésper, de Richard Wagner
2 Claur deLune, de Claude Debussy
3 Pavane para uma Princesa Morte, de Maurice Ravel
4 Concertos para Oboé, de Antonio Vivaldu
5 A Flauta Romântica de Pan, de Zamfir

Contra a Tensão

Ás vezes, você tem a impressão de que está sendo esmagado por um enorme peso. A cabeça dói, o peito fica comprimido, a respiração acelera. Para sair dessa, você precisa de músicas delicadas, como se fossem tocadas por um anjo. Ouça as que seguem:

1 Ária para Corda de Sol, de Bach
2 A Montanha Misteriosa, de Alan Houhaness
3 Suite Holberg, de Evard Grieg
4 Concertos para Violão, de Mauro Guiuliani

(Para ler original clique aqui)

Manicómio Global

As sociedades actuais estão a transformar-se num «grande manicómio global», tão grande vai ser, no futuro, o número de pessoas afectadas por doenças do foro psíquico, defende o psiquiatra e investigador brasileiro Augusto Cury.

«O mundo vai ser um grande hospital psiquiátrico. As doenças vão aumentar, não tenho dúvida nenhuma», disse, em entrevista à Lusa, após uma conferência que realizou em Penafiel. «O modelo de sociedade actual transformou-se numa fábrica de pessoas stressadas e ansiosas, que apresentam sintomas como a irritabilidade, a impaciência, a intolerância e pensamentos antecipatórios», explicou.

Para o investigador, não espanta que um número crescente de pessoas tenha dores de cabeça e musculares, queda de cabelo, fadiga, défice de concentração e défice de memória, sintomas que, sublinha, decorrem muitas vezes do modo de vida agitado que têm.

O «Síndrome do Pensamento Acelerado»

«O normal é ter essa sintomatologia, o anormal é ser tranquilo, sereno, trocar experiências de vida com as pessoas que nos rodeiam, não ter medo das nossas lágrimas diante dos nossos filhos, não ter medo dos nossos fracassos, não ter medo de falar deles diante dos nossos alunos», disse.

Augusto Cury considera que a situação se agravou nas últimas décadas, marcadas pela globalização da economia, mas também a globalização da informação, que conduz àquilo que diz ser o «Síndrome do Pensamento Acelerado».

Segundo o psiquiatra, as pessoas são hoje mais inseguras do que eram no passado, «mas o verniz demonstra que elas são falsamente seguras»: «Elas vendem a imagem de que está tudo bem, vendem a imagem de que a sua vida não tem conflitos, mas, por dentro, estão chorando».

«Truques» para recuperar equilíbrio emocional

Augusto Cury insiste em que «a sociedade moderna tomou o caminho errado», porque as pessoas têm cada vez mais uma vida exteriorizada e não sabem «desenvolver a arte da introspecção, da observação, da capacidade de pensar antes de agir, de se colocar no lugar dos outros».

O psiquiatra diz que as pessoas conseguirão um maior equilíbrio emocional «se derem ao outro sem esperar demais o retorno, se entenderem que uma pessoa que fere é uma pessoa ferida e se nunca exigirem dos outros o que os outros não podem dar».

O investigador apresentou o livro «O Código da Inteligência - Formação de Mentes Brilhantes», onde propõe uma nova teoria sobre a inteligência humana. O psiquiatra aponta, no seu novo livro, «doze leis fundamentais» para as pessoas mudarem a sua qualidade de vida, propondo «um caminho menos agitado e stressante e um diálogo permanente com o eu».

28-10-2008 - 16:15h - IOL


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Emotional intelligence Type of intelligence defined as the abilities to perceive, appraise, and express emotions accurately and appropriately, to use emotions to facilitate thinking, to understand and analyze emotions, to use emotional knowledge effectively, and to regulate one's emotions to promote both emotional and intellectual growth.

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Conceito de Mãe: Apesar de algumas competências exigidas a uma “mãe”, para criar e/ou educar uma criança, se relacionarem com a vertente biológica, a maior parte delas são desenvolvidas por aprendizagem social. Assim, quando falamos em “mãe”, não estamos propriamente a referir-nos à mulher que dá à luz, mas sim a um adulto significativo possuidor das competências necessárias para cuidar de um bebé e que, dispondo de tempo para dedicar à criança, se mostra capaz de lhe proporcionar experiências positivas, estimulantes, e de lhe dispensar a atenção e o afecto necessários, de forma a possibilitar o desenvolvimento das suas potencialidades.

J. S., n.º14, 12º ano CAD