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14 de jun. de 2009
Múltipla personalidade, artigo revista sábado
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22 de mai. de 2009
Filosofia, busca do sentido da vida
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10 de mai. de 2009
Princípio da Moral
"Esse direito - o de matar um veado ou uma vaca - nos parece natural porque nós estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas, para que toda a evidência do Génesis fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um visitante da Via-Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria (tarde demais), desculpas à vaca."
- A Insustentável Leveza do Ser; Milan Kundera
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2 de mar. de 2009
O Efeito Tomate-Como Pode Errar a "Lógica" Científica
De acordo com o raciocínio vigente na época, o tomate também teria que ser venenoso em função de seu parentesco com as plantas venenosas, muito embora, na prática, jamais tenha havido referência alguma quanto ao potencial venenoso do tomate. Essa “lógica” era tão arraigada na América que tal preconceito só foi superado em 1820, quando Robert G. Johnson comeu um tomate nas escadarias do Tribunal de Salem, New Jersey, e sobreviveu. Drogas como a colchicina, os sais de ouro, a aspirina, a dipirona, entre muitos outros fármacos foram vítimas do “efeito tomate” e, como tal, banidos dos respectivos arsenais terapêuticos por longos períodos para, posteriormente, retornarem de maneira triunfal aos cenários terapêuticos de suas respectivas indicações após a superação dos mitos e das concepções equivocadas relativas ao potencial danoso de sua utilização terapêutica.
Em outras palavras, do ponto de vista conceitual, o “efeito tomate” seria o oposto do efeito placebo, uma vez que o efeito placebo caracteriza uma condição na qual uma substância sem qualquer efeito terapêutico mostra-se plenamente capaz de promover respostas terapêuticas desejadas em alguns pacientes. Por sua vez, o efeito tomate caracteriza uma situação na qual um fármaco definitivamente eficaz e seguro deixa de ser utilizado em função de mitos e concepções equivocadas sobre os potenciais riscos supostamente relacionados ao seu uso.
(clicar aqui para ler original)
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19 de fev. de 2009
Sabemos Pensar? Devemos Pensar?...
Bertold Brecht
O Vosso tanque General, é um carro forte
Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
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2 de fev. de 2009
Psicopatas entre nós...
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Serpentes de Traje-psicopatia
Por cierto, dos últimas matizaciones: Hay personas sin escrúpulos, pero eso no significa que sean psicópatas o que tengan comportamientos psicopáticos. Por otro lado, he conocido y leído a algún psicólogo que me ha reconocido que hay ciertos comportamientos psicopáticos que se matizan con el tiempo (incluso el mismo Viktor Frankl reconoce que algún psicópata de los campos de concentración nazis con el paso de los años había cambiado radicalmente). En definitiva, los psicópatas existen en las empresas, probablemente no sean todos cuantos podamos pensar y cabe la esperanza en algunos casos de que cambien en un futuro.
(Clicar aqui para ler original)
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Lobos em pele de cordeiro-psicopatia/sociopatia

A fronteira da maldade
A ciência avança na identificação de
psicopatas, o primeiro passo para
entender a extensão desse mal
Psicopatas são o que de mais temível e intrigante os descaminhos da mente humana podem produzir. Eles são eloquentes, charmosos, sedutores e capazes de impressionar e de cativar rapidamente. Parece bom? Somem-se a essas características insensibilidade, frieza, mentiras, uma brutal capacidade de manipulação e nenhum sentimento de culpa ao fazer o mal. É assim que eles são descritos pelos médicos. Portanto, embora assombroso, esse é o perfil mais realista.
No código internacional de doenças, editado pela Organização Mundial de Saúde, a psicopatia se enquadra na classificação de distúrbio de comportamento anti-social – uma anomalia cuja incidência no mundo é de 5%. Os psicopatas são o extremo mais grave desse grupo. Correspondem a 1% da população mundial. É grande a possibilidade de já se ter topado com um deles sem saber. Examine-se novamente a estatística. De cada 100 pessoas, uma é psicopata, de acordo com a probabilidade aritmética. Para quem gostaria de criar uma defesa totalmente segura contra eles, pode-se adiantar que é difícil.
Há entre muitos psiquiatras a desconfiança declarada de que vários dos atos bárbaros vistos hoje podem ter origem nesse mal. O atentado praticado por Osama bin Laden contra as torres gémeas de Nova York e o assassinato dos seis turistas portugueses em Fortaleza são característicos. Os sinais da presença deles na sociedade são inúmeros. O desafio é reconhecê-los. Sabem enganar e dizer exactamente o que se quer ouvir. "O leigo normalmente só descobre depois que foi prejudicado", afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, especialista em medicina do comportamento pela Universidade de Chicago. A psicopatia não é exactamente um problema mental. É uma zona fronteiriça entre a sanidade e a loucura. Na prática, os pacientes não têm delírios, alucinações. Tampouco perdem o senso da realidade.
São pessoas inteligentes, mas incapazes de ter sentimentos altruístas, de sentir pena ou piedade e de se enquadrar nos padrões éticos e morais das sociedades em que vivem. Sua motivação é a satisfação plena de seus desejos, mesmo que isso envolva um golpe financeiro, a falência do concorrente ou, nos casos mais radicais, um estupro ou um assassinato. Tanto faz. O caso brasileiro mais conhecido é o do motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, preso no Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo. Ele é acusado do assassinato de doze mulheres. Nove desses crimes ele confessou. Muito se especulou sobre que loucura teria levado a acções tão bárbaras. Chegou-se a dizer que havia uma influência do além. Seu laudo psiquiátrico – obtido com exclusividade por VEJA – é categórico no diagnóstico. Trata-se de um psicopata.
Embora seja essa a visão mais usual, o psicopata que mata e tortura suas vítimas não corresponde ao perfil mais frequência. O mais comum é o tipo parasita. É assim que se define aquele que se dedica a atormentar e dar golpes em suas vítimas sem nunca atentar fisicamente contra elas. O maior especialista mundial em psicopatia é o psicólogo canadense Robert Hare, da Universidade de British Columbia. Hare, por meio da observação clínica de seus pacientes, produziu um dos mais eficientes métodos de análise do comportamento e identificação dos psicopatas. Em seu livro mais famoso, Without Conscience, ele descreve inclusive os psicopatas de colarinho branco, pessoas que dedicam a vida a trapacear nos negócios.
Conhecer a fronteira entre a loucura e a mente sã é ainda um desafio para médicos e cientistas. O método desenvolvido por Hare já está em uso em países como Alemanha, Dinamarca, Holanda, Canadá, Inglaterra e em alguns Estados americanos. Uma de suas principais vantagens é a aplicação no sistema carcerário. Estudos realizados nos Estados Unidos e no Canadá estimam que a incidência de psicopatas entre a população carcerária chegue a 20%. Sua presença na prisão não passa despercebida. Eles têm o perfil adequado para se tornar os chefões da cadeia e os líderes de rebeliões. Podem transformar os outros 80% dos presos em massa de manobra. "Além de recriarem o inferno na cadeia, atrapalham a ressocialização dos detentos que podem ser recuperáveis", afirma a psiquiatra forense Hilda Morana. "É esse um dos principais motivos de o Brasil ter uma taxa de reincidência de crimes tão alta, na casa dos 70%."
Hilda encarrega-se, neste momento, de traduzir e validar o método de Hare no Brasil. Esse é o objetivo do doutorado que faz no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Na etapa final, seu trabalho inclui a aplicação do teste de Hare em dez unidades penitenciárias de São Paulo, de acordo com o compromisso assumido com o secretário de Administração Penitenciária do Estado, Nagashi Furukawa. O resultado dessa avaliação, segundo a psiquiatra, possibilitará cuidar melhor dos 80% de detentos que ficam expostos à perversidade dos psicopatas. Hilda pretende ainda acompanhar, por quatro ou cinco anos, a vida desses indivíduos depois que saírem da prisão. Sua hipótese é que voltarão a cometer crimes muito antes e com mais facilidade que bandidos comuns. "Normalmente, eles têm as penas atenuadas por bom comportamento", afirma Ana Beatriz Barbosa. "Eles são tão dissimulados que se comportam como cordeiros na prisão. Virou moda forjarem uma conversão ao protestantismo."
A história registra casos de psicopatas que se tornaram celebridades. Um dos mais famosos é o do pintor italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio (1571-1610). Ele morreu, aos 39 anos, após uma atribulada vida de desajustes e crimes – além, claro, de uma das mais importantes obras legadas à história da arte. No livro Loucos Egrégios, o médico Juan Antonio Vallejo-Nágera apontou vários indícios de que a obra de Caravaggio teria sido influenciada por seu comportamento anti-social. Ele chamou a atenção para alguns detalhes macabros da obra de Caravaggio. No quadro O Sacrifício de Isaac, observa a expressão fria do ancião enquanto este se prepara para sacrificar o próprio filho.
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19 de nov. de 2008
Dia Mundial da Filosofia, 20-11-08
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15 de nov. de 2008
Sopa de Plástico
Correntes oceânicas mantêm lixo sempre no mesmo sítio Foi durante uma competição de barco à vela entre Los Angeles e o Havai, em 1997, que o norte-americano Charles Moore encontrou um enorme depósito de lixo em pleno oceano Pacífico. Actualmente, o oceanógrafo estima que existam cerca de cem milhões de toneladas de lixo a circular no Pacífico Norte. Desde 1997, esta mancha tem vindo a crescer: estende-se por uma área sete vezes superior à superfície de Portugal.Existem duas manchas de lixo, também chamadas de "sopa de plástico" por serem sobretudo compostas por plásticos, uma de cada lado do arquipélago do Havai. O lixo é mantido no local pelas correntes oceânicas. No Pacífico Norte, com ventos fracos, as correntes tendem a empurrar qualquer material que flutue para o centro, uma área com pouca energia. Há poucas ilhas onde o lixo possa dar à costa, por isso, acumulam-se grandes quantidades. Algumas estimativas do Programa Ambiental das Nações Unidas apontam para a existência de quase três quilogramas de plástico por cada um de plâncton. A mancha de plásticos é conhecida como "o caminho de lixo da Ásia".
David Karl, professor da Universidade do Havai, afirma que é necessária mais investigação para determinar o tamanho e composição desta mancha. O oceanógrafo está a planear uma viagem de pesquisa para este Verão, juntamente com a Algalita Marine Research Foundation, criada por Charles Moore.
A presença de tanto plástico é problemática para a vida marinha. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, o plástico constitui 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos e é a causa da morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos, bem como de mais de cem mil mamíferos marinhos. Rolhas, isqueiros e escovas de dentes já foram encontrados nos estômagos de aves mortas, que os engolem pensando tratar-se de comida.
O Programa Ambiental das Nações Unidas estima ainda que cada metro quadrado de oceano contém cerca de 46 mil pedaços de plástico. É que a mesma característica que torna o plástico útil para os consumidores, a durabilidade, transforma-se num problema no mar, alerta a Greenpeace. Cerca de cem milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e 10% acabam no mar. Cerca de um quinto do lixo vem de navios e plataformas petrolíferas, o restante vem de terra. De acordo com a Greenpeace, há outra consequência negativa: o plástico pode funcionar como uma esponja química, concentrando poluentes. Assim, ao ingerirem pequenos pedaços de plástico, as aves absorvem químicos tóxicos.
É possível que este fenómeno se repita em menor escala noutros oceanos com correntes semelhantes, como o mar de Sargaços, no Atlântico Norte.
(ler original aqui e sobre o tema aqui)
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